Vereadora Soninha denuncia perseguição política na Tribuna da Câmara de Ubá e recebe apoio de colegas
Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Ubá realizada nesta segunda-feira (9), a vereadora Sônia Aparecida Ferreira Vidal, a Soninha (PRD), utilizou a Tribuna Livre para ler uma carta aberta à população, na qual denunciou o que classificou como perseguição política após votos dados por ela em projetos do Executivo.
Em um discurso emocionado, a parlamentar relatou ter sido convocada, na última sexta-feira, para uma reunião com o secretário municipal de Saúde. Segundo Soninha, durante o encontro ela foi informada de que, por determinação do prefeito, não poderia mais continuar trabalhando na Policlínica, onde atua há mais de duas décadas.

A vereadora afirmou que solicitou a decisão por escrito, com justificativa formal, mas que, antes mesmo de um novo retorno da Secretaria, recebeu ao meio-dia uma notificação informando sua transferência para o almoxarifado da Saúde. Diante da situação, Soninha disse ter procurado advogados e obtido uma liminar judicial suspendendo a mudança.
“Eu faço agora 35 anos de Prefeitura, mais de 20 anos na Policlínica. Eu não entrei pela porta dos fundos, entrei pela porta da frente. Mexer com uma servidora concursada e efetiva porque está defendendo o povo é um absurdo”, declarou.
Ela também afirmou que a situação seria resultado de posicionamentos adotados no plenário. “Através de dois votos que eu fiz aqui a favor da população, começou a perseguição comigo. Mas o meu voto vai continuar sendo a favor do povo”, disse.
Soninha ainda citou episódios anteriores que, segundo ela, indicariam retaliações envolvendo familiares e outros servidores.

Vereadores manifestam solidariedade
Após o pronunciamento, diversos vereadores se manifestaram em apoio à colega.
O vereador Gilson Pica-Pau (PDT) classificou a situação como um “repúdio” e afirmou que o parlamentar deve votar de acordo com a população, não sob pressão do Executivo. Ele destacou o tempo de serviço de Soninha e o trabalho prestado na área da saúde.
O vereador André Alves (PL) também falou em perseguição política na cidade e afirmou que outros servidores que participaram de manifestações também estariam enfrentando dificuldades. Segundo ele, a liberdade de atuação parlamentar precisa ser respeitada.
A vereadora Marilda Aparecida Leoncio (Podemos) se solidarizou como servidora pública e mulher, ressaltando o impacto emocional que situações como essa podem causar em profissionais que dedicam anos ao serviço público.

Já o vereador Professor Breno (Podemos) alertou que, caso se confirme a existência de perseguição, o problema pode atingir outros parlamentares no futuro. Ele defendeu a apuração dos fatos.
O vereador José Roberto Reis Filgueiras (Republicanos) ponderou que remanejamentos podem ocorrer no serviço público, mas afirmou que a forma como o caso foi conduzido causa estranheza e merece atenção.
Clima de tensão
O episódio trouxe um clima de tensão ao plenário e reforçou o debate sobre a relação entre o Legislativo e o Executivo municipal. Até o momento, não houve manifestação oficial da Prefeitura ou da Secretaria de Saúde sobre as declarações feitas pela vereadora.
Veja a fala da vereadora Soninha na íntegra clicando no vídeo abaixo:





















