Presidente da ACIUBÁ pede aprovação de projeto para socorrer empresas afetadas pela enchente
Na noite desta segunda-feira, 9 de março, durante reunião ordinária da Câmara Municipal de Ubá, o presidente da ACIUBÁ (Associação Comercial e Industrial de Ubá), Elias Ricardo Coelho, fez uso da Tribuna Livre para apresentar um panorama do impacto econômico causado pela recente enchente que atingiu a cidade. Ele falou sobre uma proposta de parceria entre a entidade e a Prefeitura de Ubá por meio de um projeto de lei voltado à recuperação econômica do município.
Em sua fala, Elias iniciou prestando solidariedade às famílias afetadas pela tragédia e ressaltou que, neste primeiro momento, a prioridade foi o socorro às vítimas, a oferta de alimentos, água e assistência às famílias que perderam seus lares.
“Primeiro de tudo, é a vida, é o socorro aos necessitados. Alimentar, dar água e tudo o que as pessoas precisam depois de perderem seus lares. Isso é de suma importância e acredito que está sendo feito”, afirmou.

Levantamento aponta prejuízo bilionário
Durante a apresentação, o presidente da ACIUBÁ revelou dados de um levantamento realizado pela entidade junto aos empresários da cidade. Segundo ele, a associação disponibilizou um formulário online para medir os impactos da enchente no setor produtivo.
Até o momento, 808 empresas com CNPJ responderam ao levantamento, representando 5.096 empregos diretos. Com base nesses dados e considerando também os empregos indiretos, o impacto pode alcançar cerca de 14 mil postos de trabalho afetados.
De acordo com o relatório apresentado, os prejuízos declarados pelas empresas já chegam a aproximadamente R$ 500 milhões. No entanto, quando projetados os efeitos econômicos para os próximos 12 meses, o impacto pode alcançar R$ 1,33 bilhão na economia de Ubá, valor que corresponde a cerca de 40% da arrecadação municipal.
Elias também ressaltou que esses números ainda podem ser maiores, já que o levantamento não inclui dados de 41 empresas da indústria moveleira avaliadas pelo INTERSIND.
“É absurdo o estrago que essa enchente fez”, destacou.

Proposta de criação de fundo de recuperação
Durante o pronunciamento, o presidente da ACIUBÁ também falou sobre um projeto de lei encaminhado ao Executivo que prevê a criação de um fundo de investimento público para apoio aos empresários afetados pela enchente.
A proposta foi inspirada em uma experiência semelhante realizada no município de Itabirito, em Minas Gerais, que também enfrentou uma enchente devastadora. Na ocasião, a prefeitura local criou um fundo emergencial para apoiar empresas prejudicadas.
Segundo Elias, em Itabirito, o primeiro lote de auxílio foi liberado em 19 dias após a tragédia, com repasses de cerca de R$ 20 mil para cada empresário, seguindo critérios estabelecidos pela legislação municipal.
Em Ubá, a proposta apresentada prevê que o fundo possa receber recursos da Prefeitura, da iniciativa privada e de outras instituições. O presidente da ACIUBÁ informou ainda que o prefeito sinalizou a possibilidade de um aporte inicial de R$ 2 milhões.
Ele também pediu o apoio dos vereadores para a aprovação da proposta e sugeriu que o Legislativo contribua com recursos dentro das possibilidades legais.

Impacto atinge toda a cidade
Ao final de sua fala, Elias destacou que a recuperação das empresas é essencial para evitar o fechamento de negócios, o aumento do desemprego e até a saída de empreendedores da cidade.
“Quando se fala em ajudar empresário, muita gente pensa que todo empresário já tem dinheiro. Mas a realidade é que muitos trabalham com o dinheiro do mês para pagar folha, boletos e manter o negócio funcionando”, explicou.
Ele também alertou para o risco de empresas migrarem para outras cidades caso não haja apoio imediato.
“Se a gente não fizer nada, os empresários vão para outras cidades. Inclusive, já teve empresa que foi para Juiz de Fora”, disse.
Encerrando sua participação na Tribuna Livre, Elias reforçou que a ACIUBÁ atua em defesa do desenvolvimento econômico e social de Ubá e colocou à disposição dos vereadores o relatório completo com os dados coletados pela entidade.
“Por trás de cada CNPJ existe pelo menos uma família. E se a economia parar, todos nós seremos atingidos, agora ou daqui a alguns meses”, concluiu.
Veja a participação do Presidente da ACIUBÁ na íntegra clicando no vídeo abaixo:





















